Storytelling para Negócios: por onde começar?

Poderia resumir todas os parágrafos seguintes em: comece pelos livros, estudando.

A leitura é uma habilidade obrigatória para quem quer trabalhar com comunicação empresarial e storytelling para negócios. 

Comece pelo começo: o objetivo do protagonista

Storytelling para negócios sem objetivo de comunicação é tipo um livro faltando as páginas finais de cada capítulo; em alguns momentos você pode até conseguir envolver o interessado na narrativa, mas, inevitavelmente, chegará o momento em que você vai se perder e, a narrativa, que até então estava envolvente, vai gerar mais confusão que clareza sobre a trama. 

Nunca vai saber o final e, o pior, não vai poder dizer se o livro é bom ou ruim.


Todo roteiro precisa de um rascunho: planeje

O primeiro passo antes de definir uma boa jornada de storytelling para negócios é rascunhar, pelo menos, o que o protagonista (marca/produdo/serviço) busca no final de cada capítulo. Assim podemos mensurar se a jornada dele está indo bem e de acordo com o “grand finale” de cada etapa.

Planeje os objetivos por períodos e defina os momentos  de triunfo do seu personagem (marca). O que ele busca com o contexto geral em torno da comunicação e, claro,  como você vai registrar esse triunfo para repassar essa história (no relatório de resultados, por exemplo).

Como não é a intenção desse conteúdo abordar critérios técnicos, vamos deixar a parte de apresentar os resultados da história pra um outro conteúdo.


Mas como mensurar os altos e baixos da história?

Com uma boa interpretação. Não do protagonista, mas da reação do público sobre a história. Dos dados coletados (assunto para um próximo conteúdo).

Outro ponto importante: assim como “humanizar” a marca tem pouco – ou nada – a ver com colocar foto de pessoas na comunicação visual, storytelling para negócios vai bem além de contar a história já escrita da marca.

Contar a história da empresa tem mais a ver com comunicação institucional. A história já está escrita e a narrativa tá ali pra apresentar ao público. Com recortes estilo documentário. Às vezes interessante, às vezes entediante.


Storytelling é parte do processo, não é a solução final.

Outro ponto crucial: marcas não vivem só de histórias. Se sua história não foi direcionada a fazer com que as pessoas comprem o “ingresso”, bom… pros negócios, sua história talvez tenha sido apenas desperdiço de recurso. Pois além de munir sua concorrência com mais informação, fornecerá detalhes sobre sua intenções no mercado.

No entanto, abrindo parênteses, entenda a venda do ingresso como o resultado do todo. Comunicação, Marketing e Vendas. Um conta a história e analisa, o outro serve de ferramenta para buscar novas ideias e oportunidades e o outro finaliza o previsto.

Seguindo a analogia e finalizando nossa reflexão: encare as estratégias de storytelling da sua empresa como um seriado. Não vai ser sempre bom, vão ter temporadas ruins, temporadas boas, temporadas medianas e temporadas épicas.

O verdadeiro diferencial estará em entender o porque cada uma das temporadas contadas foram categorizadas como boas, ruins ou épicas. 

Guardem bem essa palavra: categorizar. Vai ser bem útil quando for realizar análises de pontos específicos na sua estratégia de storytelling. 


Estou preparando algumas dicas de leitura e conteúdos sobre o assunto e, aos poucos, vamos nos aprofundando nos pormenores de cada etapa e camada que compõem um planejamento que busca explorar storytelling nos negócios.

Se você leu até aqui, obrigado pela atenção e aproveite o transtorno.


Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.