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Seja realista; na vida e nos negócios. Planejar exige isso.

O conteúdo de hoje é um pedido de observação.

No universo do planejamento de comunicação e da gestão estratégica é comum nos depararmos com muitos discursos enaltecendo o tal do “propósito”. Um protagonista perigoso.

Mesmo que ele, o propósito, seja apenas um atributo que permeia o campo conceitual das ideias, definir ou encontrar o tal do propósito faz parte do discurso de muitos.

Um discurso que, provavelmente, venha acompanhado por uma pitada de importância na atividade de planejar o caminho até o propósito.

Aliás, planejar é importante. O Planejamento precisa estar presente para tirar o propósito do campo das ideias. Dos sonhos.

E assim transformar o intangível em ação.

O propósito em realidade.

Planejar é prever o futuro. Sendo realista, não sonhador.

Mesmo que muitos novos profissionais defendam a agilidade pela agilidade, o pagar pra ver – o mão na massa – felizmente, ainda existem muitas mentes responsáveis abordando com seriedade o ato de planejar.

Seja em caráter disciplinar da profissão, ou como modo de pensar.

Seja com ou sem um propósito definido.

A ideia de que você precisa encontrar ou “definir muito bem o seu propósito” nos negócios é latente. E isso, até certo ponto, é interessante. O propósito faz o papel de bússola.

No entanto, nenhum caminho será 100% seguro. Com ou sem bússola.

A impermanência sempre vai te acompanhar em qualquer jornada, por melhor e mais estrategicamente planejada ela for. Sempre. Estamos vivendo isso, hoje. Em casa e refém de eventos incontroláveis.

Por isso, o convite que fica, é: que tal observarmos nossa maneira de planejar com menos apego ao propósito e questões ligadas ao campo ilusório de ideias futuras, e executarmos uma mentalidade mais presente – mais realista?

Mesmo que isso possa significar trabalhar com uma parcela de ilusão ou valores meramente percebidos, sem muita análise, ser realista sempre é o caminho mais equilibrado. Caminhos meramente percebidos pelo simples fato de que, como citado acima, somos parte de uma crise externa a nossa capacidade de controle.

Sendo realista você vai estar preparado para o futuro.

Conhecendo seus limites, restrições e objeções você estará preparado para desvios repentinos dos gráficos. Desvios de rotina.

Adotando um comportamento realista, você estará se preparando para prováveis rupturas bruscas que podem ocorrer ao longo do planejado; na vida e nos negócios.

Ser realista é estar presente, e estar presente nos coloca em um estado de maturidade emocional mais responsável e capaz de assumir decisões estratégicas importantes com mais serenidade e confiança;

Na vida e nos negócios.

Seja realista e encare o caos

Adotando uma postura menos românica e sem vínculo direto com o propósito, te permitirá entender que pós-COVID ainda não existe e estamos longe de sabem quando ele existirá. No entanto, você pode, por exemplo, manter a sua mente ocupada observando e projetando o que você pode fazer agora.

Sem deixar de projetar o futuro.

Quer um conselho? Planeje os próximos dois anos olhando para um cenário cada vez mais impermanente e caótico. Quando mais você evita os problemas que virão, e eles virão, pior será para sua recuperação. Menos preparado para lidar com os distúrbios da impermanência você estará.

Algumas possíveis ações importantes para agir agora, que podem te ajudar a considerar sair do campo das ideias, do propósito.

  • Avalie seus recursos: comece fazer uma gestão minuciosa de deles.  Entre eles, considere analisar; recursos financeiros, tecnológicos e, por que não humanos. Em tempos de crise analisar a capacidade emocional de lidar com o cotidiano pode ser considerado um recurso.
  • Organize e otimize: todos os seus recursos em conjunto com suas ações. Se você não agir para manter o gráfico subindo, vai lhe faltar recurso, se você não otimizar o uso desses mesmos recursos, vai lhe faltar fôlego para manter os gráficos no verde.
  • Registre cada passo: cada ação, registre tudo. Quando – e torcemos para que seja breve -, as coisas começarem a se ajustar, vai saber tomar melhores decisões quem tem o registro das ações emergenciais tomadas da crise.
  • Não procure oportunidades: não olhe para o cenário como um cenário de oportunidade; COVID não é briefing e, definitivamente, não estamos em uma crise de oportunidades. Depois de analisar melhor todo o contexto, procure desenvolver ações estratégicas que envolvam sempre o coletivo e bem-estar das pessoas. Especialmente as que stão mais próximas de você.   
  • Faça alianças com as pessoas certas: não com as melhores. É muito comum que as pessoas busquem ampliar o raio da imagem da empresa buscando por ações pautadas em alcance.
  • Posicione-se: nunca foi tão importante empresas “darem as caras”. Muitas marcas estão compreendo a importância de se posicionar. Outras, bom… deixa pra lá.
  • Não seja uma empresa omissa: mas também não seja a empresa que usa máscara no logo tipo e não dispensa os colaboradores. É hora de vestir a camisa dos colaboradores.
  • Abandone o perfil 100% competitivo:  O Mercado todo vai sofrer por alguns anos e você e sua empresa vão ter tempo de sobra pra planejar ações estratégicas para ressaltarem pontos e diferenciais competitivos. Competir gera ansiedade e ansiedade também pode desencadear doenças indesejáveis.  

E, por fim e novamente; seja realista.  

É hora de tentar aprender a viver no presente e continuar a planejar o futuro sendo realista. Use o dia a dia, não para ser produtivo, mas para observar a sua rotina como uma grande oficina de planejamento.

Para ir encerrando esse emaranhado de ideias; tente extrair lições de pequenas rotinas.

Como, por exemplo, ir até a padaria…

Você planeja para ir até a padaria?

O caminho da padaria que você faz a pé, desviando de obstáculos, esperando o sinal fechar ou abrir, sem questionar por que eles estão ali, foi planejado.

Você está indo buscar pão, sabe onde encontrar e o que fazer para conseguir trazê-lo de volta e sabe por que precisa dele. E tudo isso é feito por uma rota pré-planejada.

Isso é viver no presente, planejando o futuro de forma – parcialmente– consciente.

Os resultados são certeiros. Afinal de contas, as ameaças – existem – você desconhece, mas você não está preocupada com elas.

Isso faz com que o seu caminho até a padaria seja um caminho pré-planejado, um caminho seguro e com objetivo definido. Sem propósito. Realista. Com início, meio e fim.

Resumindo; definindo caminhos realistas a impermanência vai fazer você reagir com mais equilíbrio. Sem muitas preocupações. Vai ter a capacidade de tomar decisões menos imediatas e vai começar a tomar decisões mais estratégicas.

Dá pra planejar o futuro assim. Seja da sua vida pessoal ou da sua empresa. 
Esqueça o tal do propósito por enquanto e pare de se enganar com isso. 

Acredite; dá pra ser realista, planejando o futuro e obter bons resultados sem sonhar acordado. 

Se você chegou até esta parte do texto, muito obrigado pelo seu tempo e até o próximo conteúdo. Espero, sinceramente, que a cada conteúdo estejamos mais próximos de dias menos caóticos e confusos.

Até lá, sejamos realistas.
Na vida e nos negócios.

Edson Caldas Jr. – Idealizador

One thought on “A impermanência do planejamento exige realismo

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