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Você consegue planejar seus estudos?

Umas das maneiras mais eficazes de estudar e organizar as ideias é expor em palavras as suas impressões sobre algum conhecimento específico já existente. De preferência de algum estudioso da área.

Essas impressões podem ser extraídas de livros, vídeos ou até mesmo pequenos artigos que você encontra na internet.

Como executar essa extração, que momentaneamente vamos chamar de extração de insights.

Uma espécie de estudo dirigido que terá como objetivo fazer você encontrar pontos relevantes no conteúdo em questão e, logo em seguida, colocar a sua opinião sobre o tema.

É importante que você use alguma ferramenta para registrar essa opinião. Como um simples documento em word, por exemplo.

Vamos supor que você está lendo um livro e, assim como muitas pessoas, tem a maneira de fazer anotações ou grifar trechos interessantes desse livro.

Normalmente esses grifos vão servir para você revistar o livro e encontrá-los novamente. Mas, sejamos honestos, são raras às vezes que voltamos a revisitar essas anotações, certo?

Nesse ponto é bom ressaltar que ler é muito diferente de estudar. E esse exercício vai servir para que você leia, estude e, se possível, aplique.

Para melhorar a sua compreensão e tentar fazer com que essa leitura seja aplicável, vamos dar uma sigla pra ela.

OK, entendemos que muita gente não tem o hábito de ler. Vamos ser mais democráticos. E Substituir a palavra leitura por consumir. Pois, de fato é isso que fazemos, já que nossos estudos independem de plataforma.

Vamos criar uma metodologia?

Siglas são sempre bem-vindas e vamos tomar a liberdade de criar uma para nós agora.

Vamos chamar essa metodologia de Método de estudo CEEA (Consumir, Estudar, Extrair e Aplicar). Pronto, tempos uma sigla que guiará nosso método de estudo de agora em diante.

No entanto, precisamos delimitar como aplicar cada uma das siglas, dando a cada uma delas uma característica mais processual, para que saiamos do campo das ideias.

Aqui fica uma dica importante; visualizar métodos de maneira processual pode ser uma boa maneira de evitarmos a ansiedade e a procrastinação, visto que já vamos ter um início, meio e fim.

Vamos desenhar o processo da nossa ferramenta de estudo?

A regra mais importante aqui é tornar a metodologia SIMPLES, o mais simples que conseguirmos, descrevendo seus objetivos.

Vamos organizar nosso método.

C – Consumir

Considerando que primeiro nós temos acesso a alguma informação para depois consumir, vamos entender que o C, que representa o ato de consumir o conteúdo independerá do formato em que ele está.

Mas vamos simplificar e listar os mais comuns, fique a vontade para editar a lista. Ah, em todos os tópicos abaixo é importante que vocês saibam quem está por trás da mensagem.

Uma dica interessante nessa primeira etapa é que você, caso não tenha o costumede ler, não opte por conteúdos em livros ou artigos complexos. Vídeos ou PODCASTS podem ser um excelente início.

Com o tempo e com a prática você vai se acostumando com todo esse processo e poder ir “migrando” para conteúdos mais densos.

Agora, caso você já tenha o hábito de ler e goste, fique a vontade para escolher seu autor favorito e começar por ele.  

Escolha o formato

1- Livro
2- Artigo
3 – Podcast
4 – Vídeo
5 – Palestra/Aula 

E – Estudar

Depois de consumir o conteúdo, rabiscar e compartilhar nas suas  redes sociais para mostrar que você está se atualizando, é hora de dar um passo atrás novamente. Afinal de contas você consumiu a informação e ela ainda está “fresca” na sua mente.

Se você passar para outro conteúdo, é bem provável que toda informação consumida anteriormente se perca ou se misture gerando certa confusão e a falsa sensação de aprendizado. Além, claro, de cansar sua mente.

É hora de passar o filtro e priorizar o que você está estudando. Como agilizar esse processo, lembrando que estamos criando uma metodologia que precisa ser simples e ágil.

Perguntas. Vamos responder algumas perguntas sobre o que acabamos de Consumir e Estudar. Planejamento é uma profissão de perguntas, não de respostas. Lembram?

Como definimos 5 tópicos no primeiro passo da nossa ferramenta, vamos reduzir, propositalmente, e definir apenas 3 perguntas importantes para a nova etapa.

A regra de editá-las se aplica também, caso você queira adaptar melhor para o seu contexto ou conforto.

É importante que essas perguntas tenham uma sequência de início, meio e fim, respeitando o objetivo da ferramenta que estamos criando, que tem o objetivo de pegar algum conteúdo que julgamos importante e consumimos ele com fins de aplicação prática.

O ponto mais importante dessas perguntas é que elas te incentivem a exercitar uma visão crítica sobre o tema central abordado no estudo. A melhor maneira de fazer esse exercício é questionando afirmações feitas no conteúdo. 

Segue uma sequência de sugestão para as perguntas:

1 – Qual o tema central do estudo? 
Aqui você precisa definir, de maneira sucinta, o núcleo do conteúdo. Objetivo primário. 

Ex.: Neste vídeo o escritor X tenta mostrar a importância da acessibilidade no conteúdo digital as empresas.

Direto ao ponto, sem enrolar. 

2 – Como o tema central pode me ajudar, na prática, a me desenvolver? 

Se você tem consciência do tema central, é hora de olhar para o que você realmente aprendeu que vá usar em um próximo momento.

Ex.: A acessibilidade pode fazer com que mais as pessoas tenham mais acesso a informações importantes do meu conteúdo e com isso a minha mensagem poderá alcançar, transformar e gerar mais negócios para meu público de interesse.

3 – O que não me interessa ou não concordo no conteúdo apresentado

Sim. Se estamos extraindo algo de algum estudo, cujo objetivo é aprender, é necessário listar o que não concordamos para descartarmos. A parte em que descartamos é uma das partes mais importantes, pois é nessa fase que você elimina o que talvez você havia julgado como importante.

É nessa fase que você trará mais clareza aos seus estudos. 

Ex.: No estudo do autor, ele cita que devemos adaptar a acessibilidade a todo custo e que devemos investir nesse critério como uma das partes mais importantes da comunicação. Discordo, pois para elencar partes importantes em uma comunicação será necessário avaliarmos os recursos disponíveis do cliente.  

O mais importante na fase de estudo é exercer a sua visão crítica sem crenças limitantes. Nessa fase você pode, e deve, colocar seu ponto de vista crítico sem medo de ser julgado. É comum, inclusive, que nessa fase tendamos colocar os nossos valores pessoais em jogo; e isso é ótimo. 

Lembrem-se: comunicação é uma ciência humana, logo, esse lado jamais pode ser descartado nos nossos estudos e muito menos nas análises críticas.

O que você aprendeu de mais importante até agora?

E- Extrair

O terceiro e penúltimo passo da nossa metodologia improvisada, também fica com a letra E, de: extrair. Essa fase, não menos importantes que as outras, tem um papel fundamental no nosso método, pois é nela que vamos filtrar o que de fato conseguiremos aplicar com mais agilidade.

Lembrando que extrair e filtrar o que se foi estudado, não significa que você vai descartar por completo os passos anteriores.

Essa fase servirá mais como uma fase guia que antecederá a aplicação, ou até mesmo a não aplicação do estudo.

A ideia do método é, sim, chegamos no momento da aplicação. No entanto, pode acontecer de você não conseguir visualizar de imediato onde se aplica o seu estudo atual. Mas disso vamos falar no final do conteúdo. 

Como extrair o mais importante do estudo?

 Como estamos reduzindo as perguntas ao longo do estudo, para deixar mais simples para o passo final, vamos trabalhar apenas duas perguntas na fase de extração.

Essa passo está diretamente ligado ao passo anterior.

Sabendo que você tem um tema central maduro em mente, sabe como ele vai te ajudar a se desenvolver e sabe o que não serve, é hora de responder duas perguntas:

1 – Quantos clientes ou projetos eu tenho que posso aplicar o estudo?

Aqui é importante limitar o número de clientes/projetos. Não tende aplicar em todos, escolha o que mais você vê sinergia entre o que aprendeu e o que vai aplicar. 

Ex.:
Minha marca pessoal
Projeto Cliente X
Prospeção Cliente Y

2 – Para cada cliente listado, em qual nível do planejamento esse estudo se encaixa?

Ex.:
Minha Marca pessoal: Curto Prazo
Cliente X:  Longo prazo
Cliente Y: Médio Prazo

Para entender melhor sobre essa parte do estudo será necessário revisar os 3 níveis da pirâmide que guia o planejamento estratégico.

Se você for membro do Programa Digital Planners, temos um módulo só sobre esses níveis. 

A – Aplicar

Finalmente chegamos o passo em que, provavelmente, você esperava: onde aplicar. 

Recapitulando em tópicos os passos do método: 

Você tem e verificou a fonte do estudo
Você já estudou um tema central de interesse
Sabe como esse tema pode te ajudar a se desenvolver
Sabe o que pode ser descartado
Extraiu o mais importante
Listou possíveis clientes que tem sinergia com o estudo
Conhece o nível de aplicação para cada um deles

Como aplicar o estudo?

Por incrível que pareça, essa é a fase mais simples e, infelizmente, chega em um campo que não posso interferir; o campo de organização das suas rotinas e gerenciamento de tempo.

Posso simplesmente sugerir o seguinte:

Comunique ao seu cliente que você está estudando novas possibilidades para a comunicação dele, isso vai gerar valor sobre a percepção que ele tem sobre o seu trabalho e competência.

A não ser que você queria que seu cliente te encha de perguntas antes da hora, faça esse comunicado por e-mail; de maneira corporativa, não por WhatsApp. O e-mail é uma ferramenta excelente para gestão e organização de demandas, o WhatsApp é um mensageiro..

Por melhor que seja o seu relacionamento com o seu cliente, saiba separar. A relação de vocês é comercial e assim, a não ser que você trabalhe de graça, deve-se manter.

E, por fim…

Coloque data de início e fim, todo projeto ou ação precisa de data. 

Liste em qual momento você irá aplicar esse estudo; nesse ponto é bom colocar data, pois suponho que você trabalhe alguma ferramenta de gestão de projetos para os clientes.

Ex.: Dia 16 de agosto vou iniciar o processo de revisão dos conteúdos dos cliente X com a intenção de deixar ele mais acessível. (seguindo o exemplo fictício citado alguns parágrafos acima).

Ufa… 

Acho que conseguimos elaborar um plano de estudo. Se você chegou até aqui, bom, você está apto a aplica não apenas esse plano de estudo, mas vários outros, pois estudar leva tempo, exige dedicação e, principalmente; foco no assunto de interesse.

Este texto foi apenas uma “brincadeira” para tentar ilustrar de maneira processual como você organizar seus estudos. Estou formatando uma planilha baseada nesse post e em breve colocaria ela aqui para download.

Fique à vontade para editar as perguntas ou para criar novas ideia sobre o que foi dito por aqui. Se você tiver outro método, compartilhar com a gente.

Em breve faremos um conteúdo para que vocês possam a aprender a ler mais e, ler com prazer.

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