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Decisões estratégicas: cuidado ao delegá-las

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Texto não recomendado para pessoas que amam a profissão. Se você continuar a leitura a responsabilidade pela interpretação é exclusivamente sua.

O Mercado da Comunicação e do Marketing – especialmente o que enfatiza o ambiente em que você está lendo esse texto – tem se tornado um mercado cada vez mais genérico. OK, sei que não é de hoje, mas precisamos falar disso novamente.

Dia após dia, e culpa dessa característica tão democrática do acesso e da plataformização dos meios de distribuir toda e qualquer mensagem, exércitos de agentes falaciosos, prometendo sucesso e resultado rápido, estão tomando frente de maneira irresponsável de decisões importantes. Decisões estratégicas.

A falta de maturidade e responsabilidade dessas decisões está colocando em risco não apenas o investimento que a empresa faz em comunicação e marketing, que espera ter uma visão mais estratégica da comunicação, mas o emprego de outras pessoas.

O resultado a longo prazo disso? Empresas e empresários cada vez mais desconfiados e ariscos – e com razão – de como trazer realmente resultados por meio do investimento nesse profissional.

Empresas e empresários que cada vez mais tem o serviço da comunicação e todo o ecossistema de uma gestão estratégica como gasto, – o primeiro a ser cortado na crise – como descartável.

Isso não é de hoje. Nem do mês passado. É cultural. Maldito dia que foram dar troféu para profissional de comunicação.

São anos escutando a mesma frase, em contextos diversos: “A agência/pessoa anterior não me mostrou resultado”.

Eu mesmo já fui parte desse problema e, por isso, falo com a prioridade de quem já fez besteira também. No entanto, resolvi deixar o meu ego de lado e olhar pra realidade.

E, amigos, quando você encara a realidade de frente e abandona o “amor pelo que faz”, a coisa começa a fazer sentido.

Empresas não precisam de profissionais apaixonados; empresas precisam de profissionais competentes, transparentes e, principalmente, que se respeitem.

Só vou acreditar em uma pessoa que diz amar o trabalho se ela ganhar na megasena e continuar trabalhando.

Durante o período de agência, bastava buscar o histórico do que havia feito e pronto: o mesmo padrão havia sido aplicado.

Pra ser mais realista, esse padrão ainda vem sendo aplicado, o que muda são os jargões e embromations nas talks conversations sobre business que rolam nas calls

Independente da empresa, foram raras às vezes que eu me deparei com alguma forma de planejar ou de uma visão estratégica de verdade.

A preocupação em seguir a manada, aplicando os mesmos discursos e ferramentas é a maior prova de imaturidade desse mercado.

OK, às vezes o profissional até teve a força de vontade de aplicar, mas bastou o cliente bater o pezinho no chão que ele abandonou tudo que aprendeu em anos pra seguir a manada.

Quem segue a manada, some na poeira. É só questão de tempo.

Vendem pacotes de conteúdo, com o mesmo discurso da importância do relacionamento nas mídias sociais, mas, quando são pressionados, o mesmo comportamento aparece: o cliente não reconhece o meu trabalho.

A má notícia, jovem padawan, é que se ele não reconhece o seu trabalho a culpa é única e exclusivamente sua.

Se o cliente estiver errado, não basta dizer que ele está errado, tem que provar o porquê ele está errado. apontar onde está o erro e, JUNTOS, empresa e prestador de serviço definir uma nova e certeira rota de caminho em busca da meta PLANEJADA.

Boa parte dessa culpa vem da síndrome do vira-lata de quem tem medo de jogar as cartas na mesa quando o assunto é marketing, a outra parcela, nem tão boa assim, é que muitas vezes a pessoa realmente não está capacitada para o serviço.

Precisei estar do outro lado do balcão, fora de agências ou de serviços empacotados, pra ver que a culpa, em análise genérica, de 90% desses casos é da pessoa ou empresa que assume a comunicação; não é do cliente.

No mais, se o cliente estiver errado e ainda sim não se colocar no lugar de escutar, bom, existem mais empresas precisando de comunicação do que o contrário: E Você pode escolher mandá-lo embora.

No mais, é isso. Vou tentar não reclamar no próximo texto.

Talvez tentar escrever sobre a vida das lhamas eu consiga.

Se você leu até aqui, muito obrigado e desculpa o transtorno.

One thought on “Decisões estratégicas: cuidado ao delegá-las

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